Sobre

Oi, eu sou a Marina Valença

Vou começar pelo que eu não sou: não sou bióloga, não sou aquarista profissional e não tenho anos de tanque montado nas costas. Se você veio procurar o diário de uma especialista, este não é o lugar.

O que eu tenho são duas histórias e um incômodo.

A primeira vez que eu matei um peixe sem querer

Eu era criança. Meu pai cuidava de um aquário grande em casa, com uns vinte peixes, e eu ficava olhando ele alimentar todo dia. Um dia me convenci de que estavam com fome e resolvi ajudar: virei o pote de ração inteiro dentro da água.

Alguns morreram nos dias seguintes. Ninguém me explicou direito o motivo na época, e eu cresci achando que tinha sido azar. Não foi. Foi a ração que sobrou apodrecendo no fundo, virando amônia e envenenando a água. É um dos erros que mais mata peixe de iniciante, e o pior é que ele não aparece na hora: aparece três dias depois, quando você já nem lembra do que fez.

A segunda vez foi pior, porque eu já era adulta

Anos depois eu ganhei um aquário com um betta dentro. Fiz o que me pareceu suficiente: comprei um filtro, dava comida todo dia e trocava a água uma vez por mês.

Funcionou por dez meses. Aí ele foi ficando parado, quietinho num canto, e um dia apareceram uns pontinhos brancos no corpo dele, como se tivessem salpicado sal. Fui pesquisar na internet e me perdi: cada site dizia uma coisa, cada fórum tinha uma resposta diferente, e metade dos resultados era loja querendo me vender alguma coisa. Levei dias para entender o que era e encomendar um remédio.

Ele morreu antes de o remédio chegar. O nome dele era José.

Por que este blog existe

Nas duas vezes em que eu precisei de informação boa, eu não encontrei informação boa. Encontrei opinião contraditória, conteúdo raso repetido de site em site, e muita gente com interesse em me vender coisa.

O Aquário Vivo é o site que eu queria ter achado na semana em que o José adoeceu.

Como o conteúdo daqui é feito

Como eu não tenho a vivência para responder de cabeça, eu faço a única coisa que dá para fazer com honestidade: pesquiso em fonte séria e mostro qual foi.

  • Fonte especializada, sempre citada. O conteúdo parte de bases como Seriously Fish e FishBase, de artigos científicos no NCBI/PubMed e de órgãos como o USGS. As fontes ficam no rodapé de cada artigo, para você conferir por conta própria.
  • Nenhum blog de loja como fonte de recomendação. Quem vende peixe e equipamento tem interesse na sua compra, não na sua informação. Páginas de fabricantes só aparecem para confirmar a composição ou o modo de uso de um produto, e isso fica citado.
  • Quando as fontes divergem, o texto procura dizer que divergem, em vez de escolher um lado e apresentar como certeza.
  • Quando as fontes não trazem um número, o texto evita inventar um. Em tratamentos, isso significa mandar procurar um veterinário de animais aquáticos em vez de dar uma dose sem apoio.

O que você não vai encontrar aqui

Frases do tipo “no meu aquário eu faço assim”. Eu não tenho um aquário montado hoje, e inventar experiência para parecer mais autoridade seria trair exatamente a pessoa que eu era na semana em que o José adoeceu: alguém procurando informação confiável e encontrando conteúdo que só parecia confiável.

O que eu ofereço é pesquisa cuidadosa, fonte aberta para conferência, e a memória bem viva de duas vezes em que a falta de informação custou a vida de um peixe.

Sobre o nome e as imagens

Marina Valença é o nome editorial com que o Aquário Vivo assina seus textos. O conteúdo é escrito a partir de pesquisa em fontes citadas, como descrito acima, e não de experiência profissional com aquarismo.

Algumas imagens deste site são ilustrativas e não representam aquários ou peixes específicos. Não use as imagens para identificar doenças ou espécies: para isso, siga as descrições do texto e as fontes indicadas.

Fale comigo

Dúvida, sugestão de pauta ou correção: a página de contato está aberta. Se você encontrar um erro de informação no site e me mostrar, eu corrijo e credito você pelo aviso.